Uma crise de uma pessoa autista na portaria, no elevador ou na área comum pode gerar insegurança em quem está por perto. O e-book “Segurança em Crises no TEA”, do professor Azevedo Jr., explica que a crise não é birra nem desobediência. Ela acontece quando a pessoa fica sobrecarregada e perde a capacidade de se regular, muitas vezes por excesso de barulho, luz, pessoas ou mudanças inesperadas.
Segundo o material, a crise quase sempre dá sinais antes de chegar ao pico: movimentos repetitivos mais intensos, voz mais alta, corpo rígido, tentativa de sair do ambiente ou incômodo com sons e com a aproximação de outras pessoas. Perceber esses sinais cedo é a melhor forma de evitar que a situação piore.
Como reagir:
- Cuide do ambiente primeiro: afaste curiosos, diminua barulhos e estímulos.
- Fale pouco, com calma e frases curtas. Evite dar ordens, dar bronca ou fazer muitas perguntas.
- Evite tocar a pessoa sem necessidade e respeite o tempo dela.
- Contenção física não é o procedimento padrão. Ela só é admitida em caso de risco real e imediato, quando não houver alternativa, e deve ser a mínima necessária.
- Depois da crise, não relembre o episódio nem tente corrigir comportamentos na hora. Ofereça um espaço tranquilo e comunique o ocorrido ao responsável.
- Em caso de risco à vida, ligue para o SAMU (192) ou os Bombeiros (193).
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